Esta foi a última música escrita por Ian Curtis antes da sua morte e que acaba, curiosamente, por se tornar o primeiro single que marca a chegada da nova banda dos restantes membros: os New Order.
Há apenas três gravações desta música. Uma versão de um soundcheck, uma versão ao vivo do último concerto da banda - 16 dias antes de se suicidar, aos 23 anos - e uma versão de um ensaio. Em todas as gravações a qualidade do registo vocal é bastante pobre e, segundo Sumner, guitarrista dos Joy Division, foi preciso por "(...)the "Ceremony" rehearsal tape as sung by Curtis through a graphic equalizer to transcribe the lyrics.".
Aqui vai uma dessas gravações:
Por toda a história que representa para duas das bandas que acabam por definir o rumo do seu género (marcando assim também a história da Factory Records), pela carga emocional da letra e pelas perguntas que suscita a cerca do estado emocional do seu autor, e por isso também pelo significado que teria para o próprio Curtis, e pelo papel de transição, talvez até de homenagem, para os New Order esta é, na minha opinião, uma das músicas que mais marca e representa a era do post-punk rock.
Bastantes bandas que hoje temos como referência foram assumidamente influenciadas pelo movimento post-punk que entretanto deu origem ao post-punk revival (ver. The Strokes, The Rapture, The Killers, Liars, Interpol, Franz Ferdinand, Futureheads, The Cribs, Bloc Party, etc.).
Quando uma música transcende os seus criadores, e a história em si, dá nisto.
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