Nao há palavras que possam descrever a magnitude e epicidade (eu sei que a palavra nao existe) do concerto que estes senhores deram ontem nesta cidade maravilhosa.
As mini saias, pernas longas, loiras, ruivas, morenas, australianas, nórdicas, latinas marcaram presença e animaram muito o espectáculo mas a verdade é que ás tantas se tornaram meramente secundárias. James Murphy e cia. deram um espectáculo como há muito eu nao via. Depois da desilusao que, para mim, foi o concerto do Alive estes senhores redimiram-se. Nao sei se se deram conta que eu também tinha estado nesse concerto e quiseram compensar-me mas a verdade é que o fizeram, e de que maneira.
Na minha opiniao (e certamente os proprios gajos devem concordar comigo) os LCD nao sao banda de festival (Glasto é a excepçao á regra...)! Ontem tocaram num espaço para 1700 pessoas e a sala veio abaixo mal se ouviu a primeira batida de Dance Yrself Clean. A partir daí, e apesar de estar (meio) sóbrio e drug free, entrei num estado de alegria indescritível. Nunca vi tanta energia numa sala. Confesso que nunca tinha visto tantas miudas no meio da multidao a saltar e a criar mais caos que os gajos. A verdade é que havia mais miudas no meio da molhada toda.
Apaixonei-me por uma sueca de cabelo curto e á tigela e nao tenho vergonha de o admitir.
Revivo o concerto na minha cabeça em câmara lenta. Que noite absolutamente mágica. Para além de (muito) suor transpirou-se alegria, vida, emoçao e muita, muita, muita música. Foram 2 horinhas do mais puro êxtase. Nunca saltei tanto na minha vida. Parecia uma miúda de 5 anos a saltar á corda com um chupa-chupa na mao. Os meus pés estiveram mais tempo no ar que no chao. Levantava suecas, argentinas, bifas, gordas, magras e se nao me engano ainda mandei um peruano ao ar!
Durante 2 horas conheci e vivi num cenário utópico, literalmente! Para além das imprescindíveis All My Friends, I Can Change, Tribulations, Yeah, You Wanted a Hit, Daft Punk is Playing at my House que realmente destruiram aquela sala e levaram todos á loucura destaco a Home. Nao sei se foi por ter sido a ultima que tocou e levou ao encore mas nessa música vivi tudo o que descrevi acima ao quadrado ou ao cubo. Ainda o James ia no H... já a multidao estava no OOOHHHHHMEE! Muito, muito, muito bom! E mais uma vez lá andavam as suecas aos saltos a curtir como se deve curtir num concerto desta categoria. Nao deixando a música acabar, a multidao seguiu com o seu próprio HHHHHOOOOOOMMMMMMEEEEEE enquanto a banda saía de palco mas era impossível ignorar uma multidao destas. 5 minutos desse refrao foram mais que suficientes para a banda voltar e criar um cenário de apoteose no Groove em buenos Aires.
Ganhei uns anos com este concerto, senti-me rejuvenescido, senti-me muito bem e, acima de tudo, senti-me VIVO!
Obrigado LCD!
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