Não querendo generalizar (mas generalizando, nevertheless), os projectos a solo, por definição, são uma merda! O próprio conceito de se fazer um álbum a solo, dispensando o suporte de outros elementos que, habitualmente, constituem uma banda, é cretino. É como dizer: "Tudo bem, a malta até fez umas coisas engraçadas, mas agora deixem-me lá em paz e deixem-me mostrar aquilo que EU valho." É egoísta. É ganancioso. É o que lhe quiserem chamar.
Tratando-se de uma banda como os The Strokes, cujo trabalho inspirou toda uma geração, qualquer projecto a solo que saia dos seus membros (no caso do vocalista, mais ainda), é visto, diria naturalmente, com alguma desconfiança (aqui nem incluo o caso de Fabrizio Moreti que, bem vistas as coisas, não fez um trabalho a solo com os Little Joy), não só porque aquilo que nós queremos é mais e melhor música dos Strokes, mas também e sobretudo porque se um álbum a solo é um passo nalguma direcção, não será seguramente um passo na direcção de um novo álbum da banda a que pertence o autor do "solo". A "trama" adensa-se se tivermos em linha de conta todo o circunstancionalismo que levou ao "nascimento" de Phrazes For The Young, e que já foi muito melhor explicado por outrem.
Tudo isto para dizer que, na minha opinião, este sentimento de desconfiança que, acredito, tem acompanhado este álbum de Casablancas, tem levado a muita crítica injusta e, pior, infundada. Esta da Pitchfork, por começar logo por estabelecer uma comparação entre o Casablancas dos Strokes e o Casablancas de Phrazes For The Young, é apenas mais um exemplo daquilo que estou a (tentar) dizer. O Casablancas de Phrazes For The Young é um Casabalancas menos raw, menos destemido, mais trabalhado e mais elaborado. Não é melhor nem é pior. É diferente, não deixando de ser bom.
Desafio-vos, por isso, a ouvirem Phrazes For The Young, sem ideias pré-concebidas. É o que tenho tentado fazer, e não me tenho dado mal com isso... (acredito que a notícia de início de gravações do novo álbum da banda tenha ajudado, mas even so...).
Assim, e não esqueçendo o desafio lançado, deixo-vos Out Of The Blue que, penso, representa bem este "novo" Casablancas, e cuja letra é brilhante! Gosto muito deste som!
Assim, e não esqueçendo o desafio lançado, deixo-vos Out Of The Blue que, penso, representa bem este "novo" Casablancas, e cuja letra é brilhante! Gosto muito deste som!
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